quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Mulher grávida perde bebês gêmeos e responsabiliza hospital público

Segundo a família, bebês morreram porque não houve atendimento adequado.


Diretoria do hospital vai verificar a situação e prestar os esclarecimentos.

Do G1 GO, com informações da TV Anhanguera



3 comentáriosHá nove dias, uma mãe aguarda os corpos dos filhos gêmeos que morreram logo após o parto no dia 20 de dezembro. Segundo a família, os bebês morreram porque não houve atendimento adequado à mãe deles, uma operadora de caixa de 27 anos. A diretoria do Hospital Materno Infantil (HMI), em Goiânia, informou que vai verificar a situação e prestar os esclarecimentos necessários.



De acordo com a família da jovem, ela teria chegado em trabalho de parto ao Hospital Materno Infantil, mas foi mandada de volta para casa. A jovem acabou dando à luz a um dos bebês no corredor do prédio onde a irmã dela mora. O bebê foi levado até um hospital do centro de Goiânia, mas já chegou morto. Um cinegrafista amador registrou as circunstâncias em que a mulher deu à luz. A jovem foi levada de volta para o Materno Infantil por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas o outro bebê também não resistiu.



O caso foi registrado no 4º Distrito Policial de Goiânia como omissão de socorro. Segundo a advogada da família, o hospital pediu dez dias até que exames fossem realizados para saber a causa das mortes. Segundo a assessoria da Secretaria Estadual de Saúde, todos os óbitos de recém-nascidos são informados aos órgãos de vigilância. Os casos de mortalidade infantil, afirma, também são acompanhados por um comitê que investiga as causas da morte.

Veja a reportagem na íntegra no link abaixo:
 
http://glo.bo/uRJyzB

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Mudanças no tratamento para o AVC ajudam a salvar vidas em Porto Alegre

Edição do dia 26/12/2011




26/12/2011 21h24 - Atualizado em 26/12/2011 21h24


O Hospital de Clínicas de Porto Alegre inaugurou uma unidade especial para atender os pacientes de AVC em 2006. Desde então, o número de mortes caiu de 12% para 8%.


O tratamento de vítimas de derrame vai mudar a partir de 2012. O Ministério da Saúde vai implantar novas normas para o atendimento. Em Porto Alegre, o sistema já existe e ajuda a salvar vidas.



Eram 5h da manhã quando o vigilante Alexandre da Cunha percebeu os sintomas de um derrame. “A perna esquerda não mexia, e a mão parecia que caía”, conta.



Ele recebeu o diagnóstico ainda na ambulância do Samu. Em menos de duas horas, estava medicado. A rapidez no atendimento às vítimas de AVC é fundamental. Para isso, o tratamento especializado faz toda a diferença. Desde que o Hospital de Clínicas de Porto Alegre inaugurou uma unidade específica em 2006, o número de mortes caiu de 12% para 8% dos atendimentos.



Agora o Ministério da Saúde quer implantar essas unidades em todo o país. Vai investir mais de R$ 430 milhões para infraestrutura, treinamento de pessoal e compra de medicamento trombolítico, que dissolve o coágulo que causa o derrame. Se usado até quatro horas e meia depois dos primeiros sintomas, ele pode evitar quase todas as sequelas.



A tomografia mostra o tipo de AVC e se o remédio deve ser aplicado imediatamente. Antes, o paciente entrava e tinha que esperar 12 horas para realizar esse exame. Agora, 20 minutos depois da entrada no hospital, o exame já aparece na tela do computador para o médico.



Com ajuda da imagem, a equipe decide o tratamento. Cada dose do trombolítico custa R$ 3,6 mil, mas o preço alto pode resultar em economia.



“O paciente fica com menos sequela, sai rápido do hospital. Economizamos aproximadamente R$ 800 por paciente, embora o remédio seja mais caro”, diz a neurologista Sheila Martins.

Veja a reportagem na íntegra no link abaixo
http://glo.bo/s16wUp


quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

ANS lança cartilha sobre prazos mínimos para planos de saúde realizarem procedimentos



Ana Paula Viana



Começarão a valer, na próxima segunda-feira, as novas regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que fixam os prazos máximos para que clientes de planos de saúde consigam marcar consultas e realizar procedimentos médicos. Para conseguir ser atendido por um clínico ou pediatra, por exemplo, o cliente não poderá esperar mais do que sete dias úteis.



A ANS alerta, entretanto, que as operadoras são obrigadas a garantir a marcação da consulta com um profissional da especialidade, mas não necessariamente com o médico escolhido pelo cliente.



— A operadora deverá garantir o atendimento no tempo previsto, mas não exatamente com o profissional de escolha do beneficiário — explicou a diretora adjunta de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Carla Soares.



Nos casos de urgência e emergência, a disponibilidade de atendimento deverá ser imediata sempre.



Imediato



Casos de urgência e emergência devem receber atendimento imediato, sempre.



Até três dias



Serviços de diagnóstico por laboratórios de análises clínicas em regime ambulatorial (não emergencial), como exames de sangue, de urina e de fezes.



Até sete dias



Consultas básicas. São elas: pediatria, clínica médica, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia. O prazo vale ainda para procedimentos em consultório com cirurgião-dentista.



Até dez dias



Consulta ou sessão com profissionais como fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas.



Até 14 dias



Consultas em especialidades médicas que não sejam consideradas básicas. Entre elas, estão cardiologia, oftalmologia, reumatologia, angiologia, geriatria, pneumologia e oncologia.



Até 21 dias



Procedimentos de alta complexidade







Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/economia/ans-lanca-cartilha-sobre-prazos-minimos-para-planos-de-saude-realizarem-procedimentos-3467153.html#ixzz0aK19NO35

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Avaliação de médicos em SP tem abstenção de 84%

Cremesp na Mídia






Avaliação de médicos em SP tem abstenção de 84%



Karina Toledo - O Estado de S. Paulo - 10/11/2011



A participação dos estudantes de Medicina no Exame do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) - que avalia o conhecimento dos formandos na área - caiu 70% nos últimos sete anos. Na prova deste ano, apenas 16% dos alunos compareceram e 46% foram reprovados, o que faz a entidade repensar o modelo de avaliação.



A participação no exame do Cremesp não é obrigatória nem requisito para o exercício da medicina. É, no entanto, um importante indicativo da qualidade da formação médica no Estado. Quando a prova foi criada, em 2005, 998 do 1,9 mil estudantes de Medicina do Estado participaram - 52%. Neste ano, apenas 418 estudantes, de um total de 2,5 mil, compareceram.



Para Renato Azevedo, presidente do Cremesp, a queda nas inscrições pode ser explicada em parte pelo boicote de algumas universidades. "Não tivemos nenhum aluno da USP, por exemplo, que é considerada a melhor faculdade de Medicina do País." Ainda assim, diz, o resultado é significativo e aponta uma grave falha na qualidade do ensino médico.



Mau desempenho. O índice de 46% de reprovados entre os inscritos deste ano está dentro da média verificada nos sete anos de existência do exame. "Acreditamos que se inscrevem para a prova aqueles que se julgam mais bem preparados. A situação real, portanto, pode ser ainda pior. O que estamos fazendo é uma denúncia sobre a precariedade do ensino de Medicina no País", ressalta.



Segundo Azevedo, 40 novas escolas foram abertas nos últimos oito anos, muitas sem hospital-escola. "Nem há professor para atender a essa demanda. A consequência disso é que estão sendo formados médicos sem condições de atender a população."



Problemas. Os resultados deste ano mostram dificuldade até em áreas essenciais da medicina, como clínica médica (43,5% de erro), obstetrícia (45,9%) e pediatria (40,7%). Mais de 60% dos candidatos não souberam apontar que febre alta e persistente é indicativo de infecção bacteriana grave em recém-nascido. E 66% não souberam dizer quais medicamentos não são indicados para tratar infecção na garganta.



Mas o Cremesp admite que, se a tendência de queda na participação se mantiver, a realização do exame se tornará inviável. "Por isso defendemos que o exame se torne nacional e obrigatório", afirma Azevedo. Isso, no entanto, não poderia ser feito sem uma mudança na legislação.



Para o coordenador do exame no Cremesp, Reinaldo Ayer, uma alternativa seria a entidade se aproximar das faculdades e aplicar em parceria uma avaliação ao longo do curso. "Algumas universidades já estão aplicando sua própria avaliação ao final do segundo, do quarto e do sexto ano. Isso é positivo, pois permite que se identifiquem os problemas quando há tempo de corrigir. Mas é necessário que também exista uma avaliação externa", afirma.







Fonte - Jornal O Estado de S. Paulo

Médica nega ter abandonado plantão antes do previsto em hospital de Duas Barras

A médica que prestou atendimento no hospital de Duas Barras no fim de semana contestou a versão de que teria abandonado o plantão antes do previsto. No domingo (11), um idoso morreu por falta de socorro.

Veja a reportagem na íntegra no link abaixo:

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1730343-7823-MEDICA+NEGA+TER+ABANDONADO+PLANTAO+ANTES+DO+PREVISTO+EM+HOSPITAL+DE+DUAS+BARRAS,00.html

Idoso morre por falta de atendimento em hospital de Duas Barras, na região serrana do Rio

Terça-feira, 13/12/2011




A morte de um idoso, de 80 anos, chocou a população de Duas Barras, na região serrana do Rio. Segundo a família, no único hospital da cidade, não havia nenhum médico para o atendimento.

 
Veja a reportagem na íntegra no link abaixo:
 
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1729016-7823-IDOSO+MORRE+POR+FALTA+DE+ATENDIMENTO+EM+HOSPITAL+DE+DUAS+BARRAS+NA+REGIAO+SERRANA+DO+RIO,00.html

Falta de energia provoca tumulto no Hospital Rocha Faria, na Zona Oeste do Rio

Quarta-feira, 14/12/2011




Uma falta de energia provocou um grande tumulto no Hospital Estadual Rocha Faria, na Zona Oeste do Rio. A unidade é a principal referência de atendimento na região. As causas do problema ainda estão sendo investigadas.

Veja a reportagem na íntegra no link abaixo.
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1730370-7823-FALTA+DE+ENERGIA+PROVOCA+TUMULTO+NO+HOSPITAL+ROCHA+FARIA+NA+ZONA+OESTE+DO+RIO,00.html


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Conduta médica contribui para problemas no atendimento de hospitais no Rio

g1.globo.com


A superlotação muitas vezes é agravada pelo comportamento de quem tem a responsabilidade de salvar vidas. A falta de profissionais compromete o sistema e os agendamentos de consultas não garantem que os pacientes serão atendidos.
 
Veja a reportagem na íntegra:
http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fvideos%2Frio-de-janeiro%2Frjtv-2edicao%2Ft%2Fedicoes%2Fv%2Fconduta-medica-contribui-para-problemas-no-atendimento-de-hospitais-no-rio%2F1716151%2F&h=8AQEBz7N5AQFeGJeZTvpp4pzWeeGhW0XI7YippUr75nbW4w

Pacientes enfrentam superlotação nas emergências de grandes hospitais do Rio

Os hospitais estaduais e federais estão superlotados com pacientes internados em poltronas e pessoas atendidas em corredores. A situação não é facilmente compreensível, pois o Rio tem o segundo maior número de leitos do Brasil, com 31% das vagas.

Veja a reportagem na íntegra.

http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fvideos%2Frio-de-janeiro%2Frjtv-2edicao%2Ft%2Fedicoes%2Fv%2Fpacientes-enfrentam-superlotacao-nas-emergencias-de-grandes-hospitais-do-rio%2F1714708%2F&h=HAQFAiEpWAQEyXO7EvgwaluWr5UTxGXgyM6EQ0gpHLkAESA

Pacientes sofrem para conseguir atendimento médico na Baixada

g1.globo.com


Quem não consegue ser atendido nas cidades onde mora, acaba procurando os grandes hospitais públicos do Rio. A região tem 3,5 milhões de habitantes e apenas quatro hospitais de grande porte. A rede pré-hospitalar acaba superlotada.
 
Veja a reportagem na íntegra.
http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fvideos%2Frio-de-janeiro%2Frjtv-2edicao%2Ft%2Fedicoes%2Fv%2Fpacientes-sofrem-para-conseguir-atendimento-medico-na-baixada%2F1713374%2F&h=FAQEDIzKWAQEoUaYlrmd-9zytdT_wNm0K7LVfJaqwQtfVwQ

A Saúde do Rio: clínicas de família são aposta da prefeitura

Pacientes enfrentam dificuldades para conseguir atendimento na rede pública de saúde do Rio. Uma aposta da prefeitura são as clínicas de família, que atendem pessoas cadastradas e agendam consultas. A prioridade também é a prevenção.
 
Veja a reportagem na íntegra.
 

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Conrad Murray recebe sentença

http://www.band.com.br/jornaldaband/conteudo.asp?ID=100000471712

O médico de Michael Jackson foi condenado hoje a quatro anos de prisão pela morte do cantor, a pena máxima prevista para o caso de homicídio não intencional.




O médico deu um anestésico muito forte, usado somente em hospitais, para o cantor quase todos os dias durante os dois meses que antecederam sua morte por overdose, em junho de 2009. O cardiologista poderá recorrer da decisão.

sábado, 26 de novembro de 2011

MOBEM RJ CAMPANHA

Um dia por TI

Não Estamos Mudos - Manifesto contra Sucateamento do HULW

24/11/2011 - 06h00 Número de pacientes espalhados pelos corredores é quase igual ao de leitos em hospitais de Fortaleza

A quantidade de pacientes em macas nos corredores da emergência dos grandes hospitais públicos de Fortaleza é quase igual ao número de vagas disponíveis em leitos. No início desta semana, havia 230 pessoas aguardando leitos, em macas, no Hospital de Messejana (HM), Instituto José Frota (IJF), Hospital Infantil Albert Sabin (Hias) e Hospital Geral de Fortaleza (HGF). O total de vagas disponíveis na emergência de todas essas unidades é de 248.




No Instituto José Frota, hospital municipal de Fortaleza especializado em casos graves de traumatologia, há 40 vagas, mas o número de pacientes internados na emergência chegou a 100. Já o HGF, hospital estadual, tinha 93 pessoas esperando em macas nos corredores, enquanto a quantidade de leitos, já ocupados, é de 96.



No Hospital de Messejana, estadual, eram 30 as macas nos corredores que aguardavam atendimento nos leitos da emergência. O total de leitos do HM é de 100. O hospital infantil Albert Sabin, também estadual, reunia a menor quantidade de espera da emergência entre as unidades –sete, de um total de 12 leitos.



O motoboy Jorlani de Sousa Cavalcante, 23, aguardava havia três dias a liberação de vaga em uma maca no corredor do Instituto José Frota. Ele foi vítima de um acidente de moto durante o trabalho. “O atendimento aqui seria muito bom se não tivesse tanta gente. Nós acabamos esperando demais por um exame simples.”



São dois os principais problemas do Instituto José Frota, de acordo com seu diretor executivo, Casemiro Dutra. O primeiro é a grande quantidade de pacientes fora do perfil do atendimento. São pessoas com fraturas leves que poderiam buscar socorro em um hospital público especializado.



A segunda questão é a procura de pessoas vindas do interior. Segundo Dutra, atualmente cerca de 60% do atendimento do hospital municipal de Fortaleza é de pessoas de outras cidades. “As pessoas confiam no Instituto José Frota. E não há outro hospital no Ceará para o atendimento traumatológico grave”, informou o diretor.



O problema não seria resolvido com o aumento no número de vagas nas emergências. A afirmação é de Socorro Martins, diretora do Hospital de Messejana, especializado em problemas cardíacos, pulmonares e renais, e leva em consideração que, há pouco menos de um ano, o Hospital de Messejana recebeu 43 novos leitos. Isso significou alívio durante pouco tempo, já que as vagas novamente estavam defasadas logo depois.



“É uma questão difícil, não existe uma solução única. Cada município deveria discutir as responsabilidades”, informou. Martins não soube precisar o período, mas, há pouco tempo, o Hospital de Messejana realizava 30% das cirurgias no Ceará. Hoje, responde por mais de 60% dos casos. “É necessário haver um investimento na rede conveniada, em hospitais privados que atendam pelo SUS”, afirmou

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Pacientes com câncer enfrentam longa fila para começar tratamento contra a doença

Muitas vezes a pessoa é diagnostica com câncer, mas não encontra vaga para iniciar o tratamento. Os pacientes que precisam de quimioterapia aguardam, em média, 58 dias. A espera é ainda maior para radioterapia: cem dias.

Veja a reportagem na íntegra no link abaixo.

http://g1.globo.com/videos/bom-dia-brasil/t/edicoes/v/pacientes-com-cancer-enfrentam-longa-fila-para-comecar-tratamento-contra-a-doenca/1706956/

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Pacientes que precisam de cirurgia bariátrica fazem fila em hospital de AL

O atendimento do SUS para quem precisa fazer a cirurgia de redução de estômago é direito garantido em lei, mas há muita fila e descaso.


Uma questão de saúde: a lei garante que pessoas com obesidade mórbida tenham o direito de fazer gratuitamente a operação de redução de estômago pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas quem entra na fila descobre que não é bem assim.




Ir ao hospital faz parte da rotina do segurança Josinaldo Martins há três anos. Ele tem obesidade mórbida e espera fazer a cirurgia de redução de estômago pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Chega o momento em que a gente às vezes fica um pouco estressado exatamente pela dificuldade dos exames e de consulta”, reclama.



Um grupo não consegue nem fazer os exames pré-operatórios no Hospital Universitário (HU) em Maceió. “Nos cinco anos que estou na cidade, eu nunca consegui fazer nenhuma endoscopia, nem um ultrassom dentro do hospital”, comenta a musicista Kíssia Barros.



“A demanda faz com que os exames demorem. Além disso, nós temos alguns problemas de manutenção e alguns problemas de equipamentos. Nós, no momento, estamos com a endoscopia quebrada”, alegou Alberto Fontan, chefe do serviço de cirurgia do hospital.



O HU é o único hospital de Alagoas a fazer a operação pela rede pública. Ao todo, 250 pessoas aguardam na fila. A média de espera é de um ano e meio. Depois de conseguir fazer os exames, eles enfrentam mais uma dificuldade: a capacidade é de oito cirurgias desse tipo por mês, mas o hospital só tem feito a metade.



A direção do hospital decidiu suspender novas inscrições para cirurgias. No Rio Grande do Sul, a cirurgia pelo SUS é feita em quatro hospitais. O tempo de espera varia de dois meses a dois anos. Em Minas Gerais, o paciente pode esperar de seis meses a três anos.



Em Sergipe, as operações foram suspensas no hospital universitário que, assim como em Alagoas, é o único do estado a fazer o procedimento. Faltam equipamentos. “Eu estou sem nenhuma renda, porque eu não posso trabalhar esperando essa cirurgia que é a esperança de um futuro digno”, disse a cabeleireira Ana Lúcia Dantas.



Veja a reportagem na íntegra.
http://glo.bo/tZswUl

terça-feira, 22 de novembro de 2011

MEC corta 514 vagas de 16 cursos de medicina por baixo desempenho

O Ministério da Educação publicou nesta sexta-feira (18), no "Diário Oficial da União", a suspensão de 514 vagas oferecidas em 16 cursos de bacharelado em medicina que tiveram resultados insuficientes no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). Os cursos são oferecidos por nove instituições de ensino de Minas Gerais, duas de Rondônia, e uma dos estados do Maranhão, Mato Grosso, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins (veja a lista no 'Diário Oficial').




As instituições têm 30 dias para informar ao ministério as providências que serão tomadas para melhorar a qualidade dos cursos. A redução no número de vagas de ingresso passa a valer para o próximo processo seletivo de cada instituição. Elas terão um ano para melhorar a qualidadea. Se as exigências do MEC não forem atendidas, elas correm o risco de ter o curso cancelado.



O MEC pretende suspender 50 mil vagas (veja vídeo ao lado) em cursos superiores nas áreas de saúde, administração e ciências contábeis que tiveram notas abaixo de 3 no Índice Geral de Cursos (IGC), que usa o Enade como um dos indicadores.



A medida faz parte do processo de supervisão dos cursos de educação superior iniciado pelo MEC em 2007. Desde aquele ano, o ministério reduziu pelo menos 34 mil vagas em direito e 1.114 em medicina, além de fechar quatro cursos de direito por conta de resultados insuficientes no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). Cursos de pedagogia também foram penalizados porém, segundo o MEC, há casos em que os processos não foram finalizados, por isso ainda não há numeros.



Este é o resultado final de processos administrativos de supervisão instaurados pelo MEC que duram, em média, um ano. Neste período, a instituição de ensino pode corrigir e se manifestar sobre os problemas apontados.



saiba mais



MEC quer suspender 50 mil vagas em faculdades com avaliação ruimVEJA O DESEMPENHO DE CADA INSTITUIÇÃO (link para aquivo XLS)

VEJA O DESEMPENHO POR CURSO

(link para arquivo XLS)

Índice do MEC aponta Unicamp como melhor entre as universidades do paísMedicina

A supervisão dos cursos de medicina que tiveram conceitos inferiores a três no Enade teve início em 2008. Após o prazo para cumprimento das medidas, o MEC determinou o corte de mais de 600 vagas nos cursos que não apresentaram as melhorias e garantias de qualidade exigidas. Nesta sexta-feira, o MEC anunciou o corte de mais 514 vagas.



Os principais aspectos verificados pela comissão foram: a organização didático-pedagógica do curso; a integração do curso com o sistema local e regional de saúde; a carga horária que o aluno desenvolverá na rede do Sistema Único de Saúde (SUS); o corpo docente, incluindo titulação e regime de trabalho, a composição e atuação de núcleo docente estruturante, e as condições de oferta das disciplinas de práticas médicas, em especial o estágio curricular.



Direito

A supervisão dos cursos de direito teve início em 2007 e verificou as condições de 79 cursos que tiveram desempenho ruim no Enade de 2006. Os cursos firmaram termo de saneamento de deficiências com o ministério e, após o prazo de um ano, foram novamente avaliados. Nos casos em que não foram identificadas melhorias nas condições de oferta, foi determinada a redução de vagas ou o encerramento do curso. Essa supervisão já resultou na redução de, aproximadamente, 24 mil vagas de ingresso e o encerramento da oferta de quatro cursos.



Outra ação que resultou na suspensão de vagas em cursos de direito foi a adotada em junho deste ano. A partir dos resultados do Conceito Preliminar de Curso (CPC), o MEC determinou a suspensão de 10.912 vagas em 136 cursos que apresentaram conceito inferior a três. Ao todo, as medidas de supervisão em cursos de direito resultaram na suspensão de cerca de 34 mil vagas de ingressos em cursos com avaliação insuficiente.



Pedagogia

Iniciada em 2008, a supervisão envolveu 49 cursos de pedagogia e 11 de normal superior que obtiveram conceitos inferiores a três no Enade de 2005. Ao final do prazo do termo de saneamento de deficiências, os cursos que não cumpriram as determinações do MEC foram desativados e outros tiveram que reduzir vagas.

veja com detalhes no link abaixo
http://glo.bo/udmjlf

domingo, 20 de novembro de 2011

2 anos do obito da minha mãe...graças ao erro médico dentro do Hospital Cruz Azul

É com enorme pesar que hoje ( 17-11-2011) minha família completa 2 ANOS do falecimento da minha mãe por um erro médico dentro do Hospital Cruz Azul.






Fazem 2 anos que estamos atrás de justiça...que é lenta, mas tenho certeza que chegará a decisão final favorável a minha família, pois foi um absurdo que o Hospital Cruz Azul, seus medicos e responsáveis fizeram com a minha mãe ...não tem preço e nem volta.



Pode demorar anos, mas vou até o final com o processo e vou sair vencedora.



Sei que isso não trará minha mãe de volta, mas é um modo de fazer um pouco de justiça!





A dor é grande, a saudade só aumenta e a falta que sentimos imensurável.





Fui ao Hospital Cruz Azul achando que ali teriam pessoas compremetidas com o juramento que fizeram quando se formaram, mas minha mãe foi atendida por profissionais sem amor ao próximo, sem responsabilidade e que levou a minha mãe ao obito após um sofrimento de 6 meses!





"Para que tenha origem a responsabilidade médico-hospitalar – enfatiza Costales – deve existir um dano ao paciente, de qualquer tipo ou espécie: lesão a um direito (à vida, à integridade física, à saúde), lesão de um interesse legítimo, danos patrimoniais ou danos morais." (Miguel Kfouri Neto – Resp. Civil do Médico, pg. 92 Edit. Revista dos Tribunais).







Histórico:



Minha mãe passou no hospital no Pronto Cruz Azul em 22/05/09 e não detectaram uma apendicite.

No dia 25/05/09 a apendicite suporou e ela foi internada com perfuração intestinal.



Minha mãe ficou internada por 32 dias, sendo 15 dias de UTI..ficou até em coma!



Após alta, minha mãe teve que ser re-internada, visto que a negligencia médica persistia.



Após, re-internação e 6 meses no hospital MINHA MÃE VEIO À ÓBITO, após muito sobrimento dela e da família!



Hoje me sinto uma "morta viva" por causa do falecimento da minha mãe.

A vida da minha família foi totalmente destruída!





Não existe mais Natal alegre em nossas vidas, pois era nossa Sunshine (mãe) que representava a União, Fraternidade e esperança em um mundo mellhor!



Assim como não teremos Ano Novo que é simbolo de esperança !



Agora passamos as datas que seriam alegres com muita tristeza e coração apertado.



Não tem 1 dia que não lembramos dessa grande perda!!!!





O Hospital Cruz Azul não deu nenhum suporte para minha família.



A médica DRA. CHANG YA WEN - inscrita no CRM 124296 que não detectou a apendicite no Pronto Socorro do Hospital Cruz Azul.



O Diretor Clinico ( Dr. Cláudio) tem ciência do caso e não contribuiu em nada para o desfecho fosse diferente.



Local dos fatos: ASSOCIAÇÃO CRUZ AZUL DE SÃO PAULO, inscrita no CNPJ sob o numero 62.106.505/0001-92 estabelecida na Avenida Lins de Vasconcelos 356 – Cambuci – Cep 01538-00 – São Paulo – SP





Minha mãe era cheia de vida, uma pessoa maravilhosa que passava muitos ensinamentos de forma expontanea e que cativa as pessoas.



Onde está a justiça deste país?







Atenção: Não adianta o Hospital Cruz Azul responder falando que não tem como responder reclamações sem identificação, pois se o Hospital fosse um local organizado, bastaria analisar as informações acima que constam datas e nome do corpo médico envolvido, assim como foram enviados notificações formais de reclamação para o hospital e até hoje nada ...nenhuma manivestação...É UMA VERGONHA!!!!!!



Pode demorar 10 anos, mas tenho certeza que justiça vai ser feita.

Assim, como acredito que todos que passaram pela mesma situação deveriam publicar o acontecido para que não aconteça a mesma coisa com outras famílias!



SOMENTE TEMOS O SILÊNCIO DO HOSPITAL...VERGONHOSO!!!!!





Caso as pessoas queiram verificar no Tribunal de Justiça ( via internet) quantos processos em andamento o Hospital Cruz Azul responde.... segue a informação de como pesquisar:





1) Digite o site abaixo:

http://www.tjsp.jus.br/PortalTJ3/Paginas/Pesquisas/Primeira_Instancia/Civel/Por_comarca_civel.aspx

2) Coloque o nome do médico ou hospital que deseja consultar;

3) Clique na Opção = Posição

Processos - 1ª Instância - Comarcas da Capital - Cível www.tjsp.jus.br

4) Aparecerá vários processos em andamento.

Vai verificar que existem vários processos em andamento, que devorá anos, mas se você tem comprovações suficientes que comprovem a denuncia, terá sucesso!

Caso existam mais casos neste hospital e queiram entrar em contato para nos unirmos, estou a disposição no fone 11 -8331-6609





Sem Mais,

F. E. R.

11-8331-6609



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sábado, 19 de novembro de 2011

Faltam médicos na UPA de Queimados


A UPA 24h de Queimados tem um déficit de, pelo menos, 24 médicos, entre clínicos e pediatras, em seu quadro de funcionários, de acordo com a prefeitura da cidade. O resultado é o atendimento precário. Há ainda dificuldades para a contratação de novos profissionais.



Entre as alegações dos médicos estão a distância da cidade e o salário oferecido — para clínicos, a prefeitura paga por 24 horas semanais o valor de R$ 6 mil durante a semana e de 6,8 mil nos finais de semana, por exemplo. No Rio, o mesmo pediatra chega a ganhar R$ 8 mil pelo mesmo período.



Nesta quinta-feira, não havia médico pediatra no período da tarde. Com a filha Gabriela, de 2 anos, com 39,5°C de febre, a dona de casa Tatiana Borges, de 27 anos, buscou atendimento no local e não passou da porta de entrada.



— Não tem médico para atender as crianças. E se uma chegar em estado grave? Morre? — questionou Tatiana, antes de levar a filha à outra instituição.



Não há o especialista no período da manhã em nenhum dia da semana e nos finais de semana. Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura de Queimados, mais de uma seleção foi feita. Porém, não houve procura. Em nota oficial, a prefeitura deu a seguinte declaração: "o mercado está carente de médicos com esta especialidade. O salário em Queimados não está baixo, mas há unidades que pagam um valor maior. Quanto maior a arrecadação do município, maior será o salário oferecido".



O Hospital Geral de Nova Iguaçu emitiu, ontem à tarde, nota oficial informando a situação da paciente Placedina de Souza, de 90 anos. Na quinta-feira, o EXTRA publicou a história dela, que aguarda há um mês a cirurgia no fêmur esquerdo fraturado.



Segundo a instituição, mais conhecida como Hospital da Posse, “a paciente está em avaliação pré-operatória apresentando outras doenças além do problema de saúde pelo qual está internada. Os exames diagnosticaram que ela está com arritmia cardíaca, insuficiência na válvula mitral do coração e anemia. A paciente está fazendo uso de medicação específica para o caso e aguarda estabilização do quadro clínico para ser operada. Sobre a prioridade para operar, devido à idade, o Hospital da Posse ressalta que, neste momento, possui 69 pacientes internados pela ortopedia (todos aguardando cirurgia), e quase um terço destes têm mais de 65 anos.”



O hospital também solicitou doadores para o Banco de Sangue da instituição, único público na Baixada Fluminense. Os estoques estão acabando. Na semana passada, as cirurgias agendadas tiveram que ser canceladas por falta de sangue. Para doar é preciso ter entre 18 e 65 anos, mais de 50 quilos e apresentar um documento com foto. O Banco de Sangue do Hospital da Posse atende diariamente das 8h da manhã ao meio-dia e 30. Maiores informações pelo telefone 3779-9900, ramal 117.







quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Emergência do Hospital Getúlio Vargas Filho fecha nesta quarta


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Emergência do Hospital Getúlio Vargas Filho fecha nesta quarta

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Maria há 16 minutos

Eu penso que esta é a forma encontrada pelo governo estadual e pelos municípios de acabar ( matar ) uma grande parte da população do Rio de Janeiro discretamente. Este hospital era o único que funcionava com seriedade no tratamento pediátrico, não tem outro e aí acabam com a emergência. Isso é BARBARIDADE, hospital que já salvou vida de tantas crianças agora, por ordem do município fecha as portas, MATAM CRIANÇAS!!!!

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Publicado em 15/11/11 às 19:28 Atualizado em 16/11/11 às 12:36

O Hospital Getulinho, que é referência em atendimento infantil, fecha hoje o serviço de emergência Foto: Marcelo Piu Luiz Gustavo Schmitt - O Globo


O setor de emergência do Hospital Municipal Getúlio Vargas Filho, no Fonseca, deixará de atender demandas espontâneas a partir desta quarta-feira. Segundo a Fundação Municipal de Saúde (FMS), o atendimento dos casos graves será realizado pela Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) 24 horas do bairro. Internações que forem encaminhadas pela UPA ao Getulinho serão atendidas. O setor de ambulatório do hospital permanece com atendimento normal. Ainda de acordo com a FMS, a iniciativa é fruto de parceria com o governo do estado.

O fechamento da emergência da unidade provocou indignação do presidente do Sindicato dos Médicos de Niterói (SinMed), Clóvis Abrahim Cavalcanti.

— O Getulinho é o único hospital exclusivo em atendimento pediátrico da Região Metropolitana II ( que inclui Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá, Tanguá e Silva Jardim). A UPA não tem corpo clínico completo. A unidade tem dois ou três pediatras e só funciona para o primeiro atendimento. Além do mais não faz internações de casos graves. Resultado: as crianças que procurarem atendimento vão correr risco de morte até conseguirem vagas para serem removidas a algum hospital — disse Cavalcanti.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) informa que não tem convênio algum com o hospital e que a decisão de fechar a emergência da unidade é de responsabilidade da prefeitura. O órgão lembra ainda que a UPA do Fonseca passou recentemente para a administração da Secretaria estadual de Saúde a pedido do município. Quando inaugurada, em 2/6/2010, a UPA do Fonseca era gerida pela Secretaria de Saúde de Niterói.
A Secretaria destaca ainda que o fechamento da emergência do Getulinho não foi discutido com o Estado e que a UPA do bairro não substitui o importante atendimento prestado pelo hospital.


Emergência do Hospital Getúlio Vargas Filho fecha nesta quarta



Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/emergencia-do-hospital-getulio-vargas-filho-fecha-nesta-quarta-3245577.html#ixzz0X3aMPV8h

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Alckmin comete crime de lesa-humanidade ao privatizar saúde pública, afirma promotor

Jornal Brasil Atual

A Rádio Brasil Atual contou, nesta quarta-feira, 10, com a participação do promotor Arthur Pinto Filho, que deu detalhes da ação civil pública, movida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, para impedir que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) coloque em prática a lei aprovada por ele, que transfere 25% dos leitos dos hospitais públicos do SUS, o Sistema Único de Saúde, para particulares e planos de saúde. Em entrevista à jornalista Marilu Cabañas o promotor afirmou que o governo do Estado de São Paulo aplicou R$ 77,8 milhões dos recursos, que deveriam ser investidos em programas de saúde, no mercado financeiro. Além disso, o governo tucano também deixou de investir R$ 2,1 bilhões de saúde. Os movimentos populares de saúde realizam protesto nesta manhã, para protestar contra a privatização da saúde pelo governador Geraldo Alckmin.



ESCUTE A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA,NO LINK ABAIXO
http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fwww.redebrasilatual.com.br%2Fradio%2Fprogramas%2Fjornal-brasil-atual%2Fmp-tenta-impedir-que-leitos-do-sus-passem-para-planos-de-saude&h=HAQEEaGZY

domingo, 13 de novembro de 2011

Posto de Saúde da Família de Sepetiba não tem médico e limita atendimento de pacientes em outras unidades - Rio - Extra Online

Posto de Saúde da Família de Sepetiba não tem médico e limita atendimento de pacientes em outras unidades - Rio - Extra Online


Jussara dos Santos Figueiredo, de 57 anos, mora na Rua Nunes Machado, em Sepetiba, na Zona Oeste do Rio. Mais do que um endereço, a informação acima é uma condenação: Jussara e todos os moradores da região atendida pelo Posto de Saúde da Família (PSF) Alagados — desde setembro, sem equipe médica, apenas de enfermagem — não podem se consultar com médicos em outras unidades públicas do bairro.



De acordo com a Estratégia de Saúde da Família, adotada pela Secretaria municipal de Saúde, os moradores cadastrados ali não podem ser atendidos na segunda Clínica da Família do bairro (CF Valéria Gomes Esteves), que só está autorizada a receber quem mora do outro lado de Sepetiba. A divisão serve para organizar o atendimento — cada equipe de cada uma das unidades fica responsável por cerca de 4.500 pessoas — mas, quando faltam médicos, os moradores ficam sem ter a quem recorrer.



Há ainda o Posto de Saúde Waldemar Berardinelli, que também não atende quem está sob os “cuidados” do PSF Alagados. A ironia, nesse caso, é ainda maior: as duas unidades funcionam no mesmo prédio.



— Nós moramos em Sepetiba, mas parece que estamos isolados em uma ilha. Vejo meu neto e meu bisneto doentes e não consigo pediatra. Enquanto isso, vou cuidando com chazinho, à moda da roça — desabafou Jussara.



Na quinta-feira, o EXTRA acompanhou a dona de casa em uma visita ao PSF Alagados. Jussara buscava atendimento para o bisneto, de 4 meses, que está com uma doença de pele. O pequeno foi consultado por um enfermeiro, que o encaminhou a um pediatra.



— Mas procura em outro lugar porque aqui não tem nem previsão de vir médico — alertou o profissional.



Na recepção ao lado, do PS Waldemar Berardinelli, uma placa registrava a presença de dois pediatras.



— Desse lado tem médico, mas como eu moro na área do Alagados, disseram que não podem atender o menino. Estou desesperada — disse ela.



Sem consulta, nada de remédio



A impossibilidade de atendimento médico também prejudica quem toma remédios de uso contínuo. Sem clínicos gerais tanto no PSF Alagados quanto no Posto de Saúde Waldemar Berardinelli, os moradores não podem renovar suas receitas. Agentes de saúde estão avisando, de casa em casa, que quem já estiver com o medicamento acabando deve tentar a sorte em outros bairros.



— Quase não consigo andar e, para mim, fica impossível ir até Santa Cruz ou Campo Grande. Estou dependendo da ajuda de amigos para comprar meus remédios — reclamou a aposentada Helena Maria Damico, de 56 anos, que concluiu: — Esse lugar aqui virou um depósito de gente. Não temos acesso nem mesmo ao básico.



Questionada sobre a situação em Sepetiba, a Secretaria municipal de Saúde não informou o motivo da falta de médicos nas unidades. Em nota, a secretaria disse apenas que está em fase de contratação de pessoal, sem estabelecer prazo para a regularização do atendimento.



A secretaria informou ainda que está construindo uma UPA na região. A unidade deve ficar pronta até o final do ano.



Quanto à Clínica da Família Valéria Gomes Esteves, a nota explicou que, por fazer parte da Estratégia de Saúde da Família, a unidade continuará sem atender os moradores que não façam parte de sua área de atuação.





Confira a nota com a resposta da Secretaria municipal de Saúde na íntegra:



A Zona Oeste ganhou nos últimos dois anos 24 novas unidades de saúde, sendo 21 e 3 Upas. Somente na área de Santa Cruz, Paciência e Sepetiba foram 11 Clínicas da Família. A região que conta com uma população de 389 mil habitantes, mais que triplicou a cobertura de Saúde da Família, passando de 23%, para 83%. A meta é chegar a 100% de cobertura em 2012. Considerada no passado o grande vazio sanitário da cidade, a área não recebia novas unidades há quase três décadas.



A SMSDC está construindo uma UPA no bairro, que deverá entrar em funcionamento até o final do ano. A unidade oferecerá assistência de urgência e emergência para cerca de 150 mil pessoas, ampliando a rede de saúde da área.



O Posto de Saúde Waldemar Berardinelli, que atende a comunidade do Alagados, foi demolido, pois estava com a estrutura condenada, estando funcionando provisoriamente em imóvel alugado. Uma nova unidade será construída próxima à atual para substituir o imóvel alugado. A SMSDC está em fase de contratação para reforçar o quadro de profissionais do Posto de Saúde.



As clínicas da família trabalham com a Estratégia de Saúde da Família, dentro do conceito de territorialização, com área de abrangência, população definida e atendimento personalizado, com foco na prevenção e promoção da saúde.



Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/posto-de-saude-da-familia-de-sepetiba-nao-tem-medico-limita-atendimento-de-pacientes-em-outras-unidades-3226768.html#ixzz0Wmy27ObA

MT: Ato condena privatização da Saúde em Cuiabá

Manifestantes criticam "estadualização" do Pronto-Socorro da Capital; secretário e prefeito Galindo na mira


Ontem, em ato contra a privatização do Pronto-Socorro de Cuiabá, representantes de sindicatos e centros acadêmicos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), profissionais e estudantes da área da Saúde e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), se mobilizaram em frente à unidade para "abraçar" o hospital.

Gritando palavras de ordem, membros da sociedade civil organizada protestavam contra a intervenção do Estado na gestão do Pronto-Socorro, pois temem uma piora no atendimento à população, caso o Governo estadual contrate uma Organização Social (OS) para gerir a unidade de Saúde.

Essas organizações são responsáveis pelas de hospitais regionais em Mato Grosso, graças a um projeto defendido pelo secretário de Saúde do Estado, Pedro Henry, apesar de a Justiça ter barrado as ações.

Profissionais da Saúde manifestaram preocupação pela qualidade do atendimento oferecido pelas OSS à população, que não seguiria um regime integral, mas sim de metas, e temem que o Pronto-Socorro precise fechar as portas e negar atendimento, caso seja privatizado.

Para o vereador Lúdio Cabral (PT), presente no ato, a possível privatização do Pronto-Socorro, por meio de contratação de OS, fará com que o município viva um retrocesso de quase 20 anos, uma vez que apenas assumiu a gestão do hospital em 1992.

"O município está sendo negligente, assumindo que é incompetente para gerir a Saúde Pública. O que eles (governos municipal e estadual) não entendem é que essa privatização é uma medida imediatista, uma bomba-relógio que tem data marcada para explodir", afirmou o petista.

Lúdio Cabral ressaltou as perdas financeiras que o Município irá sofrer, caso transfira a gestão do PS para o Estado. Segundo o vereador, o orçamento do Governo Municipal para a Saúde, em 2012, é de R$ 352 milhões. Deste montante, R$ 128 milhões são repassados fundo a fundo pelo Ministério da Saúde, para custeio do atendimento de média e alta complexidade.

"Nesse valor já está compreendido uma parcela para atender a demanda do interior do Estado", disse o vereador.

Segundo o petista, o Estado repassa para Cuiabá R$ 50 milhões para custear os atendimentos de urgência e emergência no hospital e, assumindo a gestão do PS, passaria a contar com mais R$ 60 milhões do valor repassado pelo Ministério da Saúde para pagar a OS contratada para gerir a unidade.

"O custo para contratação de uma OS, para atender casos de baixa complexidade, custa três vezes mais do que o necessário para custear atendimentos de média e alta complexidade no Pronto-Socorro. Sem contar que o hospital oferece 600 leitos via SUS, contra 62 leitos via OS", reclamou.

O vereador criticou ainda o valor recebido pelo Hospital Metropolitano, afirmando que a unidade recebe mais recursos do que os hospitais que atendem pelo SUS.

Ele ainda ressaltou que a privatização de unidades públicas de saúde vai contra o que diz a Constituição, citando ainda a determinação dada pelo Ministério Público Federal (MPF) ao Estado para que reassuma a gestão do Metropolitano dentre de três meses, por não estar atingindo as metas prometidas.

"Parece que a Justiça não existe. Impressiona-me o comportamento do governador (Silval Barbosa). A população elegeu um governador que tinha um plano de governo que previa o fortalecimento da saúde pública, o que não está sendo cumprido", afirmou.

Condições de trabalho

Uma das preocupações também levantadas pelos profissionais da saúde é o regime de contratação adotado pelas Organizações Sociais, que dispensam a realização de concursos públicos.

"É um tipo de convênio que obriga os médicos recém-formados a procurarem trabalho no interior do Estado. Servidor público tem que ser contratado via concurso, e as OSS não garantem concurso público", reclamou a presidente do Sindicado dos Médicos (Sindmed), Elza Queiróz.

Elza afirmou ainda que as opiniões dos conselhos e conferências de saúde realizados no Estado não estão sendo respeitadas e que espera que a 7ª Conferência Nacional de Saúde, que será realizada no dia 30 de novembro, possa mudar o quadro da situação no Estado.

"Vamos levar para lá esse caso das OSS de Mato Grossop, para ser discutido", afirmou.

A presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM), Dalva Neves, afirmou que a entidade também é contra a contratação de OS para gerir o Pronto-Socorro pelas condições de trabalho e de atendimento que esse tipo de organização oferece.

Ela ainda ressaltou a falta de equipamentos e de estrutura apresentada pela unidade nas diversas visitas de fiscalização realizada pelo CRM.

"A população tem que ter um atendimento com dignidade. Aqui a situação é precária. A UTI Neo-Natal está fechada desde maio para reforma e até agora nada foi feito. Falta investimento. O Pronto-Socorro bem gerido e com recursos fiscalizados, tem solução. Será que todo esse dinheiro (dos repasses para a saúde) estão chegando ao Pronto-Socorro?", questionou a presidente.

População indignada

Internado há quase seis meses no Pronto-Socorro aguardando uma cirurgia, após ter sofrido um acidente de moto, Luiz Monteiro, 58, fez questão de ir, de muletas, até a frente do hospital para falar sobre a situação caótica enfrentada e assistida diariamente na unidade.

"Não tem condições de atender ninguém. Cadê os direitos humanos? Parece que aqui só vai resolver fechando", desabafou. (Lislaine dos Anjos – Midia News)

sábado, 12 de novembro de 2011

SP: Câncer - Falta de medicamentos em Paulínia

Falta de remédios interrompe tratamento de pacientes de câncer


Prefeitura informou que problema foi provocado pelo aumento da demanda

Pacientes que fazem tratamento de câncer em Paulínia ficaram pelo menos 20 dias sem serem submetidos à quimioterapia, devido a falta de medicamento na rede pública. A Secretaria Municipal de Saúde reconhece que, dos 35 medicamentos que o Centro de Oncologia oferece, quatro medicamentos de quimioterapia estão em falta.

A secretaria nega que a falta dos medicamentos seja provocada pela falta de pagamento e a justificativa é que houve aumento de demanda nos últimos 30 dias.

A situação começou a se normalizar nesta quarta-feira (9) e, segundo a secretaria, os pacientes que tiveram o tratamento interrompido desde 18 de outubro, estão sendo chamados para buscar os medicamentos.

No dia 24 de novembro, a prefeitura vai fazer um novo pregão eletrônico para escolha do laboratório que vai fornecer os remédios. (EPTV)

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

SP: Família acusa médico de negligência

Paciente foi atendido e liberado 2 vezes; santa casa vai investigar o caso


A família de um homem de 35 anos, que morreu na manhã desta quarta-feira (9), na Santa Casa de Santa Rita do Passa Quatro, acusa um médico de negligência. O hospital vai investigar o caso.

De acordo com familiares, na terça-feira (8), Randal Claro Silva esteve na santa casa duas vezes reclamando de fortes dores no peito. Nas ocasiões, ele foi atendido e liberado pelo mesmo médico.

Segundo parentes da vítima, Silva fez um eletrocardiograma no primeiro atendimento e recebeu uma aplicação de soro no segundo.

O médico disse que se tratava de uma gastrite, apesar disso o paciente não melhorou. Ele voltou ao local na manhã desta quarta-feira (9), mas não resistiu e morreu minutos depois.

Um boletim de ocorrência por morte suspeita foi registrado.

Em nota, a santa casa informou que realizou os procedimentos necessários e que a conduta médica nos atendimentos será investigada de acordo com as normas do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).

A reportagem da EPTV tentou contato com o médico que fez o atendimento, mas não conseguiu.

Confira a nota na íntegra:

Comunicado A Respeito do Atendimento ao Sr. Randal Claro Silva

Comunicamos que o paciente Randal Claro Silva foi atendido pela Santa Casa de Santa Rita do Passa Quatro em 8/11/2011 as 12:55h, através do Pronto Atendimento. Foi para casa e retornou as 19:30h. Às 5:52h do dia 09/11/2011 deu entrada novamente com sinais vitais inaudíveis, sendo constatado o óbito as 6:10h. Informamos ainda que esta instituição realizou todos os procedimentos e utilizou todos os recursos disponíveis, através de sua equipe de funcionários administrativos, enfermagem e profissional médico de plantão. Quaisquer dúvidas acerca da conduta médica nos atendimentos, será apurada de acordo com as normas do Cremesp.

Mário Lira Jr - Diretor Administrativo

Santa Casa de Santa Rita do Passa Quatro-SP (EPTV)

SP: Médicos de Sorocaba contra terceirização de UTI

Secretaria de Estado nega e fala que estuda convênio com entidade filantrópica para ampliar leitos


A informação de que o setor da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS) -- do qual o Hospital Regional faz parte -- poderia ser terceirizado, para possibilitar o aumento de leitos do local dos atuais dez para trinta, deixou os médicos do local receosos quanto à manutenção de seus empregos. Com isso, eles procuraram o Sindicato dos Médicos de Sorocaba e região, que, conforme o seu presidente Antônio Sérgio Ismael, se diz contra a determinação e ainda está para decidir qual atitude será tomada. Porém a Secretaria de Estado de Saúde, que administra o CHS, nega esse fato e informa que está estudando a possibilidade de firmar um convênio com uma entidade filantrópica, sem fins lucrativos, para poder dispor de mais profissionais trabalhando naquela área.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos de Sorocaba e região, o próprio interventor e diretor do CHS, Luís Cláudio Azevedo Silva, teria informado aos médicos do Hospital sobre a terceirização da UTI na semana passada. "Por enquanto não tenho mais informações, mas o interventor disse isso", relata Ismael, dizendo ainda que a entidade se declara totalmente contra essa possível decisão. "A princípio achamos que é complicado fazer uma terceirização, pois o hospital já está todo retalhado", alega o presidente do sindicato, se referindo a alguns setores do Regional que já foram terceirizados.

Apesar de ter declarado que o sindicato não admite "qualquer tipo de terceirização", Ismael revela que está esperando uma confirmação dessa informação para poder decidir qual atitude será tomada. Segundo o presidente, os médicos procuraram a entidade, por estarem temendo por seus empregos. "Mas o interventor teria dito que os médicos da UTI seriam transferidos para outros setores", ressalta.

A diretora da regional de Sorocaba do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo (SindSaúde), Maria do Amparo, também foi procurada pela reportagem para comentar a possível terceirização, porém afirmou que não estava sabendo sobre o assunto. "A informação que temos é que a UTI tem poucos leitos para o número de atendimentos que o hospital precisa realizar", diz. Segundo ela, uma reunião com a equipe de funcionários do CHS foi marcada para amanhã -- o horário ainda será definido --, quando os diversos problemas encontrados no hospital serão discutidos.

A Secretaria de Estado da Saúde, por meio de sua assessoria, alega que, para poder ampliar o número de leitos, estaria estudando a possibilidade de firmar um convênio com alguma entidade filantrópica, que ficaria incumbida de enviar os profissionais necessários para realizar os atendimentos, além dos já existentes no hospital. "Estamos precisando de funcionários, por isso estamos estudando essa possibilidade", assegura. Segundo a pasta, se fosse ser realizado um concurso público para a contratação de profissionais, isso demoraria "no mínimo" seis meses, por conta de todos os processos burocráticos que ele acarreta. "A nossa intenção é aumentar o número de vagas para a UTI e ajudar a população o quanto antes", garante a secretaria.

20 leitos a mais

O anúncio de que o Conjunto Hospitalar de Sorocaba teria um aumento de 20 leitos na UTI - passando para 30, em sua totalidade - foi feito pelo interventor e diretor, Luís Cláudio Azevedo Silva, em setembro deste ano. Segundo ele, essa seria uma das ações a serem tomadas, dentro de um plano emergencial, para poder zerar a fila de espera dos pacientes, além de "recuperar a imagem e a credibilidade" da instituição.

De acordo com a assessoria da Secretaria de Estado da Saúde, o espaço para receber esses leitos será o mesmo disposto atualmente no Hospital Regional, que deverá sofrer somente algumas adaptações. O interventor e diretor sinalizou, na época do anúncio, que esse aumento de leitos seria feito até o final deste ano. Porém, a assessoria da Secretaria de Estado da Saúde afirmou ontem que não há uma data definida para isso, já que ainda estuda a possibilidade do convênio com uma entidade ou a realização de um concurso público para a contratação de demais profissionais. (André Moraes - Jornal Cruzeiro do Sul)

MT: Manifestantes reclamam da mudança de gestão

A previsão é de que o hospital seja estadualizado já no início de 2012


A proposta de passar a gestão do Pronto-Socorro de Cuiabá (PSC) para uma organização de social de saúde (OSS) a partir da estadualização da maior unidade hospitalar de urgência e emergência de Mato Grosso, foi alvo de protesto ontem pela manhã. Os manifestantes afirmam que o Estado e o governo municipal estão “passando por cima do controle social”.

“O Conselho Municipal de Saúde não aprovou a cessão de bens, dos equipamentos, do prédio e da gestão do pronto-socorro”, afirmou Maria Ângela Martins, representante da CMS. A previsão é de que o pronto-socorro seja estadualizado já no início de 2012.

Além de lideranças sindicais, estudantes de enfermagem, de medicina, profissionais da área, ex-secretários municipais e estaduais de saúde engrossaram o protesto. Entre eles estava o ex-secretário de Saúde, Luiz Soares, que integra o “movimento em defesa da saúde pública e de qualidade”.

“A Santa Casa, o Santa Helena e o Hospital Geral são contratados pela mesma tabela do SUS. O próprio pronto-socorro recebe pela tabela. Não é justo ou certo pagar quatro vezes para uma OSS. Se tem dinheiro para colocar no privado, então tem dinheiro para investir no que é público e melhorar o pronto-socorro”, argumentou. Soares esteve à frente da pasta por duas vezes, entre os anos de 2001 e 2004 e 2008 a 2009.

No entendimento de Soares, a proposta pode levar ao sucateamento do sistema público. “Quem defende as OSS defende o sucateamento do serviço público para favorecer interesses da iniciativa privada”, disse.

Presidente do Sindicato dos Médicos, Elza Queiroz reforça que a população não foi consultada sobre a mudança. “A proposta não foi debatida e estão passando por cima do controle social”, afirmou.

Já a presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM/MT), Dalva Alves, lembrou que a unidade que atende casos de urgência e emergência funciona sem as condições adequadas, prejudicando o trabalho do profissional da área medica e a assistência aos pacientes.

“O pronto-socorro funciona em condições precárias. Desde maio a UTI neo-natal foi fechada e até hoje não foi reformada; faltam médicos e vários estão pedindo demissão por conta dessa precariedade”, afirmou. Segundo os manifestantes, além de fechar a UTI neo-natal do PS, os equipamentos foram repassados para um hospital conveniado ao SUS.

Internado no pronto-socorro, o autônomo Luiz Monteiro, de 58 anos, fez questão de se aproximar do portão da unidade para conversar com a imprensa que acompanhava a manifestação. “Estou internado há seis meses, cheguei a ser transferido e tive que voltar e até hoje não realizaram a cirurgia que preciso. Não tem médico nem para avaliar”, reclamou, mostrando a perna esquerda que precisa passar pelo procedimento cirúrgico.

A reportagem do Diário tentou falar por telefone com a Secretaria Municipal (SMS) sobre o assunto, mas não conseguiu. A assessoria de imprensa alegou que os responsáveis estavam em reunião e que não foi possível manter contato com o diretor da PS. (JOANICE DE DEUS - Diário de Cuiabá)

SP: Família acusa médico de negligência

Paciente foi atendido e liberado 2 vezes; santa casa vai investigar o caso


A família de um homem de 35 anos, que morreu na manhã desta quarta-feira (9), na Santa Casa de Santa Rita do Passa Quatro, acusa um médico de negligência. O hospital vai investigar o caso.

De acordo com familiares, na terça-feira (8), Randal Claro Silva esteve na santa casa duas vezes reclamando de fortes dores no peito. Nas ocasiões, ele foi atendido e liberado pelo mesmo médico.

Segundo parentes da vítima, Silva fez um eletrocardiograma no primeiro atendimento e recebeu uma aplicação de soro no segundo.

O médico disse que se tratava de uma gastrite, apesar disso o paciente não melhorou. Ele voltou ao local na manhã desta quarta-feira (9), mas não resistiu e morreu minutos depois.

Um boletim de ocorrência por morte suspeita foi registrado.

Em nota, a santa casa informou que realizou os procedimentos necessários e que a conduta médica nos atendimentos será investigada de acordo com as normas do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).

A reportagem da EPTV tentou contato com o médico que fez o atendimento, mas não conseguiu.

Confira a nota na íntegra:

Comunicado A Respeito do Atendimento ao Sr. Randal Claro Silva

Comunicamos que o paciente Randal Claro Silva foi atendido pela Santa Casa de Santa Rita do Passa Quatro em 8/11/2011 as 12:55h, através do Pronto Atendimento. Foi para casa e retornou as 19:30h. Às 5:52h do dia 09/11/2011 deu entrada novamente com sinais vitais inaudíveis, sendo constatado o óbito as 6:10h. Informamos ainda que esta instituição realizou todos os procedimentos e utilizou todos os recursos disponíveis, através de sua equipe de funcionários administrativos, enfermagem e profissional médico de plantão. Quaisquer dúvidas acerca da conduta médica nos atendimentos, será apurada de acordo com as normas do Cremesp.

Mário Lira Jr - Diretor Administrativo

Santa Casa de Santa Rita do Passa Quatro-SP (EPTV)

Metade dos futuros médicos não sabe avaliar radiografia

Prova do Cremesp mostra que alunos do sexto ano de faculdades no Estado não estão preparados para a profissão


Dos 418 participantes, 191 foram reprovados no teste, que tem 'questões básicas', segundo o conselho

Quase metade dos estudantes do último ano de medicina em São Paulo não sabe interpretar uma radiografia e fazer um diagnóstico após receber as informações dos pacientes.

Metade também indicaria o tratamento errado para infecção na garganta, meningite e sífilis e não é capaz de identificar uma febre alta como fator que eleva o risco de infecção grave em um bebê.

Os dados são parte dos resultados de uma prova aplicada pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina) a alunos do sexto ano de 25 faculdades do Estado. A prova, opcional, mostrou que 46% dos formandos não sabem conteúdos básicos e, por isso, não estão preparados para a profissão.

Participaram 418 alunos. Foram reprovados 191, que acertaram menos do que 60% das 120 questões objetivas. Ninguém acertou todas. "Não é uma prova para especialistas. São questões básicas", diz o presidente do Cremesp, Renato Azevedo Jr.

Para José Bonamigo, da Associação Médica Brasileira, o resultado reflete as más condições de faculdades no país. "É uma prova que visa medir conhecimento básico de doenças frequentes. São questões que, se um médico não vê todo dia, vê toda semana." O exame, aplicado desde 2005, já teve 4.821 participantes: 2.250 foram reprovados. A reprovação se mantém alta -43% em 2010-, mas a participação cai a cada ano.

Nenhum aluno de três universidades, entre elas a USP, participou neste ano. Arthur Danila, 23, que acaba de se formar na USP, recusou o convite por não concordar com a prova. "Não avalia pontos importantes, como o corpo docente e a própria faculdade." (NATÁLIA CANCIAN e REYNALDO TUROLLO JR - Folha de S.Paulo)

Metade dos futuros médicos não sabe avaliar radiografia

Prova do Cremesp mostra que alunos do sexto ano de faculdades no Estado não estão preparados para a profissão


Dos 418 participantes, 191 foram reprovados no teste, que tem 'questões básicas', segundo o conselho

Quase metade dos estudantes do último ano de medicina em São Paulo não sabe interpretar uma radiografia e fazer um diagnóstico após receber as informações dos pacientes.

Metade também indicaria o tratamento errado para infecção na garganta, meningite e sífilis e não é capaz de identificar uma febre alta como fator que eleva o risco de infecção grave em um bebê.

Os dados são parte dos resultados de uma prova aplicada pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina) a alunos do sexto ano de 25 faculdades do Estado. A prova, opcional, mostrou que 46% dos formandos não sabem conteúdos básicos e, por isso, não estão preparados para a profissão.

Participaram 418 alunos. Foram reprovados 191, que acertaram menos do que 60% das 120 questões objetivas. Ninguém acertou todas. "Não é uma prova para especialistas. São questões básicas", diz o presidente do Cremesp, Renato Azevedo Jr.

Para José Bonamigo, da Associação Médica Brasileira, o resultado reflete as más condições de faculdades no país. "É uma prova que visa medir conhecimento básico de doenças frequentes. São questões que, se um médico não vê todo dia, vê toda semana." O exame, aplicado desde 2005, já teve 4.821 participantes: 2.250 foram reprovados. A reprovação se mantém alta -43% em 2010-, mas a participação cai a cada ano.

Nenhum aluno de três universidades, entre elas a USP, participou neste ano. Arthur Danila, 23, que acaba de se formar na USP, recusou o convite por não concordar com a prova. "Não avalia pontos importantes, como o corpo docente e a própria faculdade." (NATÁLIA CANCIAN e REYNALDO TUROLLO JR - Folha de S.Paulo)

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Medicina, engenharia e direito são os cursos mais disputados no vestibular

As profissões estão se dividindo em várias especializações e abrindo novas oportunidades de emprego no país. Saiba mais sobre estes três cursos.
O caminho é longo para ser chamado de doutor. São seis anos de curso para se tornar clinico geral, mas se quiser se especializar são em média mais dois anos de residência.


No curso de medicina, são mais de 20 tipos de especialização. Independentemente de qual for a escolhida, a porta de entrada para o mercado de trabalho são os prontos socorros e as unidades de emergência.

Veja a reportagem na íntegra no link abaixo:

http://glo.bo/rNrDbS

Erro de auxiliar provoca a morte de um bebê de duas semanas em SP

O bebê estava sendo alimentado por meio de uma sonda. A auxiliar de enfermagem se enganou e ao invés de colocar o leite na sonda de alimentação, injetou o alimento na veia da criança.
Enquanto a mãe faz os últimos carinhos no pequeno Cauê, o pai desaba em lágrimas durante o velório. Ele nasceu antes da hora, aos sete meses de gestação. Por isso precisou ficar internado em um Hospital Municipal de São Paulo.




O leite que a mãe tirava todos os dias era dado através de uma sonda colocada no nariz do bebê. No domingo à noite, uma auxiliar de enfermagem errou e injetou leite na veia do bebê.



O domingo que terminou com o erro tinha começado como um dia muito bom para família. O bebê tinha dado as primeiras mamadas no peito e estava até mais forte. Por isso, pais amigos todos já esperavam Cauê em casa. “Já estava pegando no peito. Então eu estava ciente de que logo, logo ele ia vir”, diz Jovenita Oliveira de Abreu, mãe de Cauê.





Veja a reportagem na íntegra no link abaixo
http://glo.bo/v34mBv

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Cremerj aprova convocação de médicos concursados para hospitais federais - O Globo

Cremerj aprova convocação de médicos concursados para hospitais federais - O Globo


RIO - O Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj) comemorou a convocação de médicos concursados para sete hospitais federais do Rio, anunciada nesta quarta-feira pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Mas, em nota, lembrou que chegou a entrar na Justiça para exigir que os profissionais fossem chamados - e que é preciso um esforço das três esferas de poder para melhorar o atendimento no Rio.



Leia a íntegra da nota:



"A convocação de 230 médicos concursados para hospitais federais anunciada hoje pelo Ministério da Saúde já havia sido pedida pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) em diversas oportunidades. O Cremerj, inclusive, ingressou com uma ação civil pública no dia 25 de outubro solicitando o chamado dos médicos aprovados no concurso realizado em 2010.



"A decisão do ministério atende a solicitação do Cremerj, assim como o anúncio de mais investimentos nas emergências dos hospitais federais. Mas é preciso um esforço conjunto das três esferas melhorar as condições de atendimento no Rio de Janeiro", frisa a presidente do conselho, Márcia Rosa de Araujo".







Hospital Lourenço Jorge fica mais de 16 horas sem médicos de plantão na emergência - Rio - Extra Online

Hospital Lourenço Jorge fica mais de 16 horas sem médicos de plantão na emergência - Rio - Extra Online


A emergência do Hospital municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, ficou pelo menos 16 horas sem médicos de plantão, entre a noite de segunda-feira e o início da tarde desta terça.



A babá Marcia Braz da Silva, de 33 anos, chegou por volta das 20h de segunda-feira ao hospital com palpitação e formigamento no braço — sintomas que poderiam estar ligados a problemas cardíacos. Ao dar entrada na emergência da unidade, ela sequer foi atendida, pois um profissional do setor disse que não havia clínicos gerais. Apenas um pediatra estava de plantão, segundo o funcionário.



A babá retornou à unidade ao meio-dia desta terça-feira. Ela ficou novamente sem atendimento, e recebeu a mesma explicação.



— É um absurdo a prefeitura deixar o Lourenço Jorge chegar ao ponto que se encontra. É um hospital sucateado, onde faltam médicos a todo momento. Vim duas vezes aqui e tive que voltar sem ser atendida. Uma vergonha. Eu gostaria de saber qual a desculpa que o diretor vai dar dessa vez — desabafou a babá.



Falta de clínicos



O presidente do Sindicato dos Médicos, Jorge Darze, afirmou ontem que há várias equipes com apenas um clínico geral de plantão no Lourenço Jorge. Segundo ele, a norma estabelece que o correto é haver no mínimo seis clínicos de plantão na emergência de hospitais do porte do Lourenço Jorge, que atende cerca de 500 pacientes a cada 24 horas.



— Como a política de recursos humanos da prefeitura é um desastre, não se consegue lcolocar estatutários nos plantões. Essas vagas são cobertas com temporários, mas, só na semana passada, seis clínicos pediram demissão no Lourenço Jorge — disse Darze.



Procurada ontem à noite pelo EXTRA, a Secretaria municipal de Saúde informou, em nota, que o "Lourenço Jorge trabalha com política de portas abertas, priorizando os casos de maior gravidade. Não há falta de médicos no hospital".







Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/hospital-lourenco-jorge-fica-mais-de-16-horas-sem-medicos-de-plantao-na-emergencia-3103765.html#ixzz0WOaL3FcT

terça-feira, 8 de novembro de 2011

SP: Paciente fica sem atendimento em S.Carlos

Homem com ferimento no olho teve que ser transferido para Araraquara


A Comissão de Ética da Santa Casa de São Carlos vai abrir uma sindicância para apurar a conduta de um médico oftalmologista que não foi encontrado para atender um homem com um ferimento no olho, na manhã desta quinta-feira (3).

De acordo com a direção do hospital, o paciente chegou ao local por volta das 9h. O oftalmologista que deveria atendê-lo não foi localizado. O médico faz parte do grupo de 17 médicos plantonistas à distância, que não podem sair da cidade e devem atender aos chamados assim que necessário. "É uma vergonha, simplesmente um descaso total", disse a esposa do paciente, Giane Arruda.

De acordo com parentes, os médicos particulares estavam todos viajando, já que nesta quinta é ponto facultativo e na sexta aniversário do município. "Nós não conseguimos, nem pagando", disse a escriturária Vânia Saltarello.

Um médico cardiologista prestou atendimento emergencial e o paciente ficou internado por cerca de seis horas até ser levado de ambulância para o Hospital Beneficência Portuguesa, em Araraquara. Ele fez exames e passa bem.

O diretor clínico da Santa Casa, Afonso Tadeu de Souza Pannacci, informou que o oftalmologista vai ter que prestar esclarecimentos ao conselho de ética e o caso será encaminhado ao Conselho Regional de Medicina (CRM) na segunda-feira (7). O médico pode ser punido com advertência, suspensão ou até cassação do CRM.

No fim da tarde, o pai do médico informou que ele está doente e, por isso, não poderia fazer o atendimento. (EPTV

PR: Hospital do Câncer 'dribla' falta de remédios

O Hospital do Câncer de Londrina começou a passar por uma situação complicada no mês passado. Pelo menos quatro pacientes, que tratam leucemia no instituto, ficaram sem receber medicamentos do Ministério da Saúde. São pessoas que passaram a fazer um tratamento mais efetivo, com remédios mais fortes – Nilotinibe e Dasatinibe –, mas que também são bem mais caros.


O problema é que uma portaria do Governo Federal, publicada em março deste ano, limitou o oferecimento deste tratamento para apenas 20% do total de pacientes que tratam leucemia em hospitais beneficiados com recursos da União. "A ‘cota’ já estava preenchida desde o início deste ano, com o oferecimento do tratamento para cinco pacientes. Só que, no mês passado, pelo menos mais quatro precisaram da medicação mais efetiva", explicou o gerente administrativo do Hospital do Câncer de Londrina, Edmilson Garcia.

Cada um dos dois remédios tem preço que vai até R$ 12 mil. "Fizemos um acordo com o Ministério Público e nos comprometemos a bancar o tratamento para os quatro pacientes neste mês. Esperamos, agora, que o movimento nacional, formado contra esta limitação, dê resultado e derrube a portaria da União", destacou.

E é assim que o Hospital do Câncer de Londrina faz para ‘driblar’ a falta dos medicamentos. "Temos uma filosofia. O paciente que chega para se tratar aqui será tratado, independentemente dos recursos do SUS", ressaltou Garcia.

O gestor falou também sobre a ajuda do Ministério Público, através da figura do promotor Paulo Tavares, para outra questão, que também envolve a falta de recursos do Sistema Único de Saúde. Pelo menos 30 pacientes, segundo ele, dependem de um tratamento que chega a custar, no final do mês, cerca de R$ 12 mil. "Recebemos menos de R$ 2 mil do Governo Federal para custear o procedimento."

O restante, de acordo com Garcia, vem do Governo do Estado. "Conseguimos obter a verba, na Justiça, com o auxílio do promotor Paulo Tavares. Não são recursos em si, mas o fornecimento de medicamentos essenciais para a continuidade dos tratamentos", explicou.

O Hospital do Câncer de Londrina é responsável pelo atendimento de 5 mil pacientes. A instituição, apesar de receber verba pública, sobrevive, essencialmente, de doações. O telefone do hospital, para mais informações, é o (43) 3379-2600 (Bonde)

DF: O que sobra no SUS

É muito raro, mas acontece. No Distrito Federal, em 2001, um desembargador do Tribunal de Justiça do DF emitiu mandado de prisão contra o secretário de Saúde do governo de Joaquin Roriz, por desobediência à ordem judicial para que a secretaria fornecesse a um paciente determinado remédio.


Ante a ordem judicial de prisão, a Secretaria de Saúde afirmou que tinha o medicamento em estoque e o forneceu imediatamente, livrando com isso o titular da pasta de ser preso. Mas desde então o Sistema Único de Saúde no Distrito Federal (como na quase totalidade das outras unidades federadas) não cessou de piorar, exceto, talvez, quanto a um ou outro detalhe afogado pela deterioração geral.

Assim é que, para permanecermos no Distrito Federal, ontem, Dia de Finados, uma mulher morreu indevidamente no Hospital de Base de Brasília. Ela precisava desesperadamente de estar numa Unidade de Tratamento Intensivo, mas não havia vaga na UTI do Hospital de Base e o sistema de informática que deveria ter apontado onde havia uma UTI com vaga na rede pública havia “caído”.

Impressionante é que, sem ele – o sistema de informática que servia a alguma “central de regulação” – nada podia o SUS fazer por aquela cidadã que vinha ajudando a sustentá-lo com os tributos que pagava com tanto sacrifício, já que era pobre.

Nem mesmo, por exemplo, pôde o diretor-médico do Hospital de Base ligar para alguém com a necessária autoridade na Secretaria de Saúde (o secretário, digamos) e este mandar uma ambulância levar a mulher imediatamente para a UTI de uma casa de saúde particular, por conta do SUS, já que este estava incapaz de atuar para salvar aquela vida internamente, embora esteja o SUS “perto da perfeição”, segundo nos garantiu, perto do final de seu segundo mandato, o então presidente Lula, talvez por equívoco. Ou não.

Hoje não é mais Joaquim Roriz o governador do Distrito Federal, mas Agnelo Queiroz, do PT, que foi ministro do Esporte, onde precedeu ao ex-ministro Orlando Silva (tão baiano quanto Queiroz) quando integrava o PCdoB que Orlando Silva ainda integra. Mas o assunto aqui, hoje, não é esporte, é saúde e doença, vida e morte.

Bem, no dia 28 de outubro, o desembargador J.J. Costa de Carvalho, do Tribunal de Justiça do DF, expediu mandado de prisão contra o secretário de Saúde do governo Agnelo Queiroz, por desobediência a ordem judicial. Determinou que o secretário Rafael de Aguiar Barbosa fique preso até que a secretaria cumpra decisão liminar expedida em 9 de setembro, mandando o órgão fornecer dois medicamentos indispensáveis a um hemofílico, o que não foi feito, com agravamento de suas condições de saúde.

Ante a resistência, pirraça ou negligência do secretário que não obedeceu inicialmente à ordem judicial, o desembargador por duas vezes deu prazo de 24 horas para que a decisão liminar fosse atendida. E finalmente no dia 28 último determinou a prisão. O secretário entrou com um recurso, que foi para as mãos do desembargador de plantão no feriado do dia 2.

Ele disse que não se pronunciaria e ontem o recurso voltou para o desembargador-relator do processo, J.J. Costa de Carvalho, que até o início da noite não havia feito conhecer sua decisão.

Falta de fornecimento de medicamentos devidos tem sido uma constante no SUS (inclusive de medicamentos de baixíssimo custo) assim como a falta de vagas nas UTIs.

No SUS sobram somente filas, mortes evitáveis, desespero e lágrimas. (Ivan de Carvalho - Tribuna da Bahia)

Servidores do Hospital Federal Cardoso Fontes retomam greve - O Globo

Servidores do Hospital Federal Cardoso Fontes retomam greve - O Globo


RIO - Na manhã desta terça-feira, funcionários do Hospital Federal Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio, entraram em greve novamente. A paralisação fechou pelo menos seis setores do centro médico, incluindo exames, consultas ambulatoriais e emergência pediátrica. Os funcionários reclamam da falta de profissionais no hospital e afirmam que o governo federal não convoca concursados que passaram por uma prova para preencher pelo menos 200 vagas no hospital.



Em 24 de outubro deste ano, o centro enfrentou uma outra greve pelo mesmo motivo. Depois da última paralisação, somente 16 vagas foram preenchidas.







Conrad Murray, médico de Michael Jackson, fica na ala médica de cadeia como medida de proteção



O médico foi condenado pela morte de Michael Jackson Foto: AP Extra Online


O médico Conrad Murray, declarado culpado pela morte do cantor Michael Jackson, foi levado para a ala médica da Cadeia Central Masculina de Los Angeles. Mas ele não está lá por problemas de saúde. Segundo o site TMZ, trata-se de uma medida de segurança extra.

A Justiça americana teme que o médico tente cometer suicídio na cadeia. E, para os policiais, é mais fácil vigiar Murray se ele estiver na ala médica da cadeia. Ele deve ficar no local até que a sentença definitiva seja anunciada.



O médico Conrad Murray foi considerado culpado pela morte de Michael Jackson, nesta segunda-feira, após veredicto dos jurados, na corte de Los Angeles. A deliberação, que começou na sexta-feira, durou ao todo cerca de oito horas. O astro pop morreu em 25 de junho de 2009. O cardiologista de 58 anos de idade foi acusado pelo delito de homicídio culposo e pode pegar pena máxima de quatro anos de prisão. Mas a sentença que definirá se o médico cumprirá a pena na prisão será anunciada no próximo dia 29. O júri foi composto por sete homens e cinco mulheres.



Juiz Michael Pastor negou um pedido da defesa de fiança para o médico e ordenou que ele deixasse o tribunal algemado e levado do tribunal sob custódia. Murray enfrenta, também, a provável perda de sua licença médica. As autoridades da Califórnia já haviam suspendido o direito dele ao exercício da profissão.



O médico se declarava inocente da acusação de ter dado uma dose fatal do poderoso anestésico propofol, o que foi considerado como a principal causa da morte de Michael Jackson. O veredicto foi definido após depoimento de quase 50 testemunhas e 22 dias de trabalhos no tribunal, além das cerca de oito horas de deliberação do júri. O julgamento foi focado em verificar se o médico era culpado de abdicar o seu dever ou de agir com negligência criminosa imprudente, causando diretamente a morte de seu paciente







segunda-feira, 7 de novembro de 2011

domingo, 6 de novembro de 2011

BA: Crianças esperam na fila de cirurgia cardíaca

O promotor Carlos Martel, titular da 6ª Promotoria de Infância e Adolescência de Salvador, revelou que, no Estado da Bahia, há uma fila de pelo menos 700 crianças à espera de cirurgias cardíacas nos três hospitais na capital baiana que são referência na realização dos procedimentos desta especialidade: Santa Izabel, Ana Nery e Martagão Gesteira.


O dado é apenas um demonstrativo da dificuldade de ter acesso a cirurgias de alta complexidade (definidas como aquelas que demandam alto custo e alta tecnologia) no Estado, quando os pacientes, mesmo os cobertos por planos de saúde, enfrentam o problema do gargalo causado pela falta de estrutura (insuficiência de leitos de UTI – segundo Martel, na Bahia são pouco mais de 20 UTIs pediátricas – e pessoal capacitado), além da disputa entre planos de saúde e hospitais pelos custos dos materiais utilizados nos procedimentos.

Martel não especificou se a lista de crianças à espera dos procedimentos é uma mescla de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e dos planos privados, mas fontes ouvidas por A TARDE concordam que o problema das filas não é exclusivo de pacientes do SUS. É prova disso o caso de Leandra Silva Cerqueira, 5 anos, que sofre de comunicação interventricular, ou seja, abertura na parede que separa os dois lados do coração, que precisa ser submetida a procedimento cirúrgico avaliado em R$ 16,7 mil.

A criança recebeu o diagnóstico há um ano e, no dia 8 de setembro, a juíza Laura Scalldaferri, da 18ª Vara de Relação de Consumo, Cíveis e Comerciais, determinou que o plano do qual a menina é cliente, o Hapvida, autorizasse a realização do procedimento no Hospital Santa Izabel, apontado como capaz de receber o caso por médicos que cuidam da menina. A juíza estabeleceu multa diária de R$ 1 mil, elevada para R$ 5 mil no dia 14 de outubro.

Segundo o advogado da criança, Luiz Vieira, o Hapvida alega que pode realizar a cirurgia em um de seus hospitais. Diante do descumprimento da determinação judicial, Vieira informou na sexta-feira (28) que pedirá a prisão dos dirigentes do plano por descumprimento de ordem judicial. Procurado por A TARDE, por meio de sua central de atendimento, o Hapvida informou que apenas a família faria pronunciamentos sobre o caso.

Solução - Carlos Martel diz que procura soluções junto à Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) – que afirma serem 660 crianças na fila – e junto aos hospitais referência. (Davi Lemos - A Tarde Online)

O direito e o contradireito

Por que exigir que o SUS atenda ao interesse público, sem ficar subordinado a demandas políticas, corporativas e empresariais


O SUS foi fruto de uma trajetória de intensa mobilização da sociedade civil por democratizar o País, assegurando direitos sociais universais na Constituição de 1988, onde a ordem social se destacava da ordem econômica. Descentralizado e com uma autoridade única em cada nível de governo, o SUS redesenhou o pacto federativo gerando um modelo de governança baseado em instâncias de pactuação intergovernamental e uma proposta de governabilidade inovadora baseada em conselhos e conferências.

Um pouco mais de duas décadas depois, em um curto período de semanas, vemos nos jornais que os médicos do SUS se encontraram em greve por melhorias salariais e de trabalho condizentes com sua função, as entidades filantrópicas que prestam serviços ao SUS foram denunciadas pela precariedade de instalações e qualidade do atendimento, os profissionais credenciados pelos planos de saúde fizeram paralisações semelhantes ao setor público, a ANS avaliou que 20 milhões de brasileiros têm planos de saúde ruins, a Anvisa foi proibida de fazer audiências públicas para regular o tabagismo, mas permitiu o uso de agrotóxicos proibidos em outros países e o Congresso "ameaça" regulamentar a Emenda Constitucional 29.

São inegáveis os avanços do SUS na ampliação da cobertura, na internacionalmente reconhecida capacidade de realizar imunizações massivas, desenvolver um programa emblemático da aids, enfrentar, dentro da legalidade dos acordos de comércio internacionais as multinacionais produtoras de remédios que se julgam no direito de exacerbar seu poder de precificação, favorecer a produção de genéricos e a distribuição de medicamentos em farmácias populares, chegar até os excluídos com programas de saúde da família, gerar novas formas de regionalização e contratualização na regulamentação recente da Lei Orgânica da Saúde.

Diante de tantos avanços, como entender as reivindicações dos profissionais, os sofrimentos dos pacientes, as queixas dos gestores locais, os desencontros entre o avanço do Samu e a incapacidade de encontrar um lugar na UTI ou mesmo um leito hospitalar?

Discutir se o problema é de falta de financiamento ou incapacidade de gestão, é ignorar a irresponsabilidade da União em cumprir seus compromissos com o financiamento do sistema público e universal de saúde, como se isso não tivesse consequências nas gestões subnacionais, reféns dos recursos repassados pelo nível central, das decisões judiciais, das denúncias da mídia e da sua própria incapacidade. Ao acabar com o arcabouço da seguridade social, especializando as fontes de financiamento, retirando recursos da área social para pagar juros por meio da DRU, eliminando o Conselho da Seguridade, impedindo a convocação da Conferência da Seguridade, aumentando o gasto social apenas para a área contratual da Previdência ou focalizada dos programas de transferência condicionadas de renda, todos os governos da democracia foram artífices dessa situação de precariedade nos sistemas universais de saúde e educação.

A opção política foi subsidiar os setores com maior poder de barganha: isenções para provedores privados, renúncia fiscal dos planos de saúde e educação para a classe média, planos privados de saúde para servidores, ausência de investimentos para gerar uma rede pública capaz de atender à população, financiamentos e subsídios para utilização dos serviços privados, atenção primária de baixa qualidade que não resolve os problemas, mas despacha o paciente, dupla porta de entrada de pacientes junto com a dupla militância de profissionais, falta de ressarcimento por parte dos seguros de pacientes atendidos no SUS, repasse de recursos financeiros, físicos e humanos para gestões privadas, etc.

Os resultados de uma pesquisa que realizamos recentemente pelo Programa des Estudos da Esfera Pública (PEEP), da FGV, demonstram que a precarização dos serviços públicos se manifesta das seguintes formas:

- A aceitação tácita de todos os agentes de que "serviço público é assim mesmo", ou a naturalização da precariedade, na ausência de parâmetros de qualidade explícitos;

- A precariedade para o atendimento adequado permite o aumento do poder discricionário dos profissionais, resultando em situações de discriminação;

- A cultura política brasileira, desde o primeiro escalão presidencial até o atendente hospitalar, privilegia o QI (quem indica) em detrimento da igualdade da cidadania;

- A falta de responsabilidade do sistema com os pacientes provoca a "peregrinação" em busca do cuidado. Na ausência de garantia, o direito se transforma em contradireito, insegurança, sofrimento, humilhação;

- A perspectiva da classe média de que estaria salva com seu plano de saúde começa a ser desmascarada, pois, a precarização do atendimento privado é um sucedâneo do que ocorreu no SUS, já que quem dá o parâmetro da qualidade é sempre o setor público.

Em conclusão, precisamos resgatar os princípios solidários do SUS e exigir um financiamento público condigno com os padrões internacionais de saúde, no qual a União repasse para a saúde 10% do que ela arrecada em impostos, que os Estados não manipulem seus orçamentos incluindo na saúde o que não lhe é próprio e coordenem a atenção regional, que os municípios não apenas comprem ambulâncias para enviar seus pacientes para outras cidades. Há que exigir que o SUS atenda ao interesse público, não se subordinando aos interesses políticos, corporativos e empresariais. Mas, o que precisamos mesmo é exigir responsabilidade dessas autoridades, para que o paciente ao chegar ao sistema seja acolhido, encaminhado, tratado e nunca mais seja obrigado a buscar, em uma ensandecida peregrinação, fazer valer seus direitos constitucionais. Ou morrer no percurso. (SONIA FLEURY - O Estado de S. Paulo-30.10)

domingo, 30 de outubro de 2011

ERRO MÉDICO - OMISSÃO DE SOCORRO - FALSIDADE IDEOLÓGICA: No dia 21 de março de 2007,minha espôsa Fernanda ...

ERRO MÉDICO - OMISSÃO DE SOCORRO - FALSIDADE IDEOLÓGICA:

No dia 21 de março de 2007,minha espôsa Fernanda de Oliveira Barcelos faleceu no Hospital Rocha Farias em Campo Grande ,Rio de Janeiro.A Dra.NOISA VIEIRA diagnosticou DNV(distúrbio neuro vegetativo) DISSE que ¨era apenas um nervozinho¨prescreveu fernegam um anti alérgico num quadro de edema pulmonar (face publicar laudo cadavérico do IMLAP), Fernanda entrou em choque e morreu.


Na enfermaria feminina de responsabilidade da Dra. Francisca Fabíola Justino de Nascimento, (poderia ter sido salva por esta médica),para meu desespero e de sua mãe,Agonizou durante quase duas horas, na presença de médicos , enfermeiros , e técnicos ,todos pacientes presentes (hoje testemunhas), as médicas sequer se aproximaram, e encenaram depois do óbito um atendimento emergencial com o corpo da minha espôsa.

dias depois eo ver o boletim de atendimento,estava todo montado de forma dar entender que foi medicada , com medicação prescrita absurda, dentre outras peças do IP, sumiram dentro da 35° Dp,no laudo cadavérico do IMLAP,apontava inicialmente para um EDEMA PULMONAR AGUDO,no qual foi tratado como ¨nervosinho apenas¨ É estranho até o momento o silêncio do IMLAP, sobre a causa mórtis,e porque o Mp, não indiciou ninguém,(tem 5 testenhumas), sendo uma das médica abandonou o cargo, a outra não comparece nem mesmo ao CREMERJ,para dar explicações(DERAM DESCULPAS ESFARRAPADAS AO CREMERJ , QUE NÃO ACEITOU) ,tudo isso com conivência do antigo diretor exonerado Dr Acyr pires Aguiar,a sindicância feita pelo hospital e secretaria de saúde é uma piada ,embora o secretário de saúde tenha pedido ao Cremerj uma punição para estes médicos covardes.é inadmissível a omissão de socorro, e o erro médico, o coorporativismo impera neste estado, o que houve em nada fica devendo aos horrores nazista, como especialista em engenharia biomédica, precisei investigar por conta própia,para que fatos como estes e de outras pessoas não fique impune,









wilson barbosa santos

especialista em engenharia biomédica